Estudas no Ensino Secundário? Queres mudar a tua escola? Estás farto das hipocrisias e opressões? Um outro mundo é possível: aqui ficam lgumas dicas práticas que de forma fácil e simples podes usar na tua escola!
Dica nº 1 – Promove o espírito critico, realiza debates na escola.
Hoje em dia há variados assuntos que os jovens debatem entre si, muitos desses até com bastante relevo, temas tão importantes como a educação sexual, os exames nacionais, o desemprego e outros problemas laborais, ou o ambientalismo.
O importante é que mostres aos teus colegas que as opiniões que eles dão em conversas banais podem ser coerentes ao ponto de serem aplicadas num debate mais formal. É necessário então que consigas explicar aos teus colegas que a opinião deles é tão válida como qualquer outra e que portanto podem e devem usa-la em debates.
Dica nº 2 – Há filmes fenomenais que são autênticos retratos sociais e políticos. Realiza Sessões de cinema na tua escola.
Há filmes que levantam questões essências da vida e da sociedade. A exibição de filmes pode ser uma forma essencial de informar, consciencializar e mobilizar os jovens para causas justas. Filmes como por exemplo o "American histoty X (America Proibida em Português) ou o Hotel Ruanda, são filmes excelentes que fazem os jovens desenvolver o seu pensamento e o seu espírito critico por isso realizares ciclos de cinema no auditório da tua escola (normalmente basta pedir ao Conselho Executivo, explicando o que estás a organizar), é uma peça chave para chegares aos estudantes. Podes inclusive pedir o ápio do grupo de filosofia sempre aberto a este tipo de acções, para onde podem levar as turmas.
Dica nº3 – Faz uma promoção de feriados e dia mundiais importantes.
Celebrações como o dia Mundial dos direitos humanos, o 25 de Abril de 74, o dia Mundial de luta contra a Sida ou o Dia do trabalhador são celebrações que de todo não podem passar ao lado na tua escola por isso aconselhamos-te a fazeres uns cartazes submetidos ao tema para colocares pela tua escola, podes igualmente realizar no âmbito de uma disciplina um debate sobre o tema ou fazer passar um pequeno texto pelas turmas sobre o tema. O importante é que isso não passe ao lado.
Dia nº 4 – Denuncia e apresenta soluções para problemas da tua escola.
Vai constantemente vendo quais são as principais dificuldades dos teus colegas. Todos os dias alguém é discriminado por alguma razão. Sempre que aches coerente podes fazer um panfleto e distribui-lo à porta da escola. Podes também fazer um abaixo-assinado a denunciar o problema e pedir ajuda a colegas para recolher assinaturas e entregar ao Conselho Executivo ou o orgão que pode resolver o problema.
É uma forma de ganhares espaço para veres quais as reacções e caso aches coerente realizares uma greve ou outro protesto sobre isso. É importantíssimo que leves sempre amigos contigo.
Dica 5º - Dicas práticas para organizares uma greve \ manifestação de estudantes.
- Faz cartazes em que menciones que a greve é na tua cidade é importante os jovens sentirem que a greve é marcada pelos estudantes que estão no local. Cola os cartazes por todo o "spot" que encontrares.
- Divulga e convence os teus amigos a mandarem SMS´s
- Cria um panfleto com as principais medidas reivindicativas e com a data e distribuir na hora.
- Vai cedo para a escola com os teus amigos e começa a mobilizar os primeiros que apareçam. Forma com eles um cordão humano para se perceber que se passa alguma coisa.
- Tenta levar um megafone para as pessoas poderem ouvir-vos a reivindicar.
- Faz cartazes e\ou faixas e começa logo a distribuir para o ambiente ser de protesto.
- Convoca todos os midia possíveis, locais e nacionais que dá incentivo a alguns jovens que sentem que alguém os quer ouvir.
- Organiza o pessoal e manda avançar a manif sem medos.
Dica 6º - Desenvolve na tua escola tácticas criativas de protesto.
Podes por exemplo falar com o responsável pelo grupo de teatro para que façam uma peça sobre racismo, discriminação ou opressão e que a representem para pais professores e alunos. Podes desenvolver por exemplo o dia negro, ou seja, convocares o pessoal todo a trazer uma roupa negra em forma de protesto sobre alguma coisa. Podes apelar a uma Flash-Mob (http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob) em frente ao teu conselho executivo.
Dica Nº7 - Realização de Abaixo-Assinados e Cartas Formais a Órgãos Executivos
É um grande instrumento para mostrares as tuas reivindicações de uma forma mais formal. A partir de um abaixo-assinado, crias um texto onde explicas o que achas que está errado na tua escola/ensino secundário com um fim concreto e podes também, a partir deste mesmo instrumento democrático, apresentares as tuas propostas. Depois de pronto o texto do abaixo-assinado, é só recolheres o máximo de assinaturas de estudantes que estejam de acordo com o que ele defende (o abaixo-assinado pode, obviamente ser elaborado numa reunião geral de alunos convocada pela Associação de Estudantes).
As cartas formais são outra importante forma de expressares as tuas ideias em relação a tudo o que se passa no teu meio escolar e no ensino secundário em geral. Tens variadíssimos endereços com quem contactar - Conselho Executivo, Ministério da Educação, Associação de Estudantes, Movimentos Estudantis, Comunicação Social/Imprensa, Direcções Regionais de Educação, etc...
Podes fazer isto através do correio e também por e-mail. (http://www.univ-ab.pt/PINTAC/carta_normas.htm)
Dica Nº8 - Os direitos das Associações de Estudantes
(http://www.malhatlantica.pt/cfaeca/legislacao/alunos/L_33_87.htm)
Todas as escolas têm o direito a ter uma representação dos alunos na assembleia de escola e nada melhor do que uma Associação de Estudantes para responder a essa necessidade. Se a tua escola ainda não tem Associação de Estudantes, formula um abaixo assinado para que seja agendada uma reunião geral de alunos e nessa reunião, serem marcadas eleições e eleita uma comissão eleitoral: Marcadas as eleições, todos os estudantes podem formar a sua lista, que irá a votos. a lista que for eleita tem como direito e dever de defender os direitos dos estudantes dos estudantes. A Associação tem o dever de marcar RGAs para discutir sua actividade. Qualquer estudantes também pode convocar uma RGA recolhendo assinaturas para isso.
JoãoMineiro, inblocomotiva.net
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Ajuda-nos...

"No dia 1 de Setembro de 2001, David, na altura com 22 anos, teve um acidente de mota e ficou paraplégico.
Depois de lhe terem sempre dito que o estado dele era irreversível, em 2007, numa consulta em Guimarães, um médico cubano, disse-lhe que, em Cuba e com 6 meses de fisioterapia, voltaria a andar.
Apesar das dificuldades monetárias, que eram muitas, ela nunca desistiu e conseguiu apoios necessários para o levar a Cuba, para as primeiras quatro séries de tratamentos, de onde voltou, no dia 6, ainda em cadeira de rodas mas muito melhor do que estava ao partir.
Agora falta só mais um pouquinho de trabalho para o sonho dele se tornar realidade, mas a dificuldade é de novo o dinheiro para continuar o tratamento em Cuba.
Por favor, visitem http://saozita53.hi5.com
Procurem no Google por David Miguel Vicente
e no Youtube por David em Cuba.
Ajudem como puderem...nem que seja a passar a mensagem aos vossos amigos.
Se o nosso país tivesse cumprido o seu dever não tinha havido necessidade de ter ficado 7 anos sem tratamento e as 8 horas diárias de fisioterapia que lhe fazem em Cuba, poderiam ter sido feitas cá e ele já seria autónomo há muito tempo.
Desculpem ocupar um tópico com um assunto prticular, mas é a falta de apoios que a isto me obriga.
Contacto - 931603359
Email - luval@netcabo.pt, luisa.valadares@gmail.com
O NIB do David é 003503730000047190075 - David Miguel Reis Vicente"
Ajuda-nos a ajudar o David
CRISE AFECTA ALUNOS DA UBI
O número de alunos com dificuldades financeiras na universidade da Beira Interior tem vindo a aumentar. Em 2006 foram apoiados 14, há dois anos dezassete e no presente ano lectivo são vinte, metade são portugueses os restantes são oriundos dos países lusófonos.
A entrega de géneros alimentares é uma, entre outras formas, de ajuda.O reitor da UBI afirma que vários professores quotizam-se para pagar as propinas a alunos e outros são fiadores de empréstimos que estudantes efectuam junto da banca para poderem estudar. Manuel Santos Silva, em declarações à agência Lusa, dá o seu próprio exemplo “ sou fiador de alguns alunos da universidade e existem professores nos diferentes departamentos que se quotizam para ajudar a resolver os problemas de alguns estudantes”.
De acordo com o reitor da universidade da Beira Interior, outra das formas de minimizar a situação de alguns alunos mais carenciados passa por atribuir-lhes trabalho a tempo parcial nos bares ou cantinas, uma ou duas horas, recebendo a compensação financeira respectiva.No caso de desemprego súbito de um dos familiares, responsável pelo rendimento, a UBI analisa o processo para ter candidatura à bolsa.
Os alunos mais necessitados da UBI contam ainda com a ajuda mensal do banco Alimentar contra a Fome da Cova da Beira e existem casos em que o apoio é monetário, refere Luciano Costa. Para o capelão da UBI “ a acção social universitária é belíssima só que na prática as dificuldades são diferentes. Não acho normal a situação, mas se calhar faz parte dos meandros da sociedade em que vivemos. Tem que haver o princípio da subsidiariedade”.
Para João Rey, presidente da associação académica da UBI, a crise económica, que também se sente em Portugal, é a principal razão para a existência destas situações “ o país não está saudável economicamente e isso reflecte-se nas famílias e nos alunos do ensino superior. Temos um plafond mais baixo mas que vai acautelando algumas situações imediatas”. Segundo aquele responsável, a associação académica angaria fundos em alguns eventos para situações mais delicadas, dando como exemplo, no último ano, um aluno deficiente que necessitava de apoios financeiros.
A UBI tem a maior percentagem de alunos bolseiros em Portugal (37% dos 5.800 estudantes) e também a maior percentagem de alunos deslocados (cerca de 80%).
http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pagina.php?cod=1923
A entrega de géneros alimentares é uma, entre outras formas, de ajuda.O reitor da UBI afirma que vários professores quotizam-se para pagar as propinas a alunos e outros são fiadores de empréstimos que estudantes efectuam junto da banca para poderem estudar. Manuel Santos Silva, em declarações à agência Lusa, dá o seu próprio exemplo “ sou fiador de alguns alunos da universidade e existem professores nos diferentes departamentos que se quotizam para ajudar a resolver os problemas de alguns estudantes”.
De acordo com o reitor da universidade da Beira Interior, outra das formas de minimizar a situação de alguns alunos mais carenciados passa por atribuir-lhes trabalho a tempo parcial nos bares ou cantinas, uma ou duas horas, recebendo a compensação financeira respectiva.No caso de desemprego súbito de um dos familiares, responsável pelo rendimento, a UBI analisa o processo para ter candidatura à bolsa.
Os alunos mais necessitados da UBI contam ainda com a ajuda mensal do banco Alimentar contra a Fome da Cova da Beira e existem casos em que o apoio é monetário, refere Luciano Costa. Para o capelão da UBI “ a acção social universitária é belíssima só que na prática as dificuldades são diferentes. Não acho normal a situação, mas se calhar faz parte dos meandros da sociedade em que vivemos. Tem que haver o princípio da subsidiariedade”.
Para João Rey, presidente da associação académica da UBI, a crise económica, que também se sente em Portugal, é a principal razão para a existência destas situações “ o país não está saudável economicamente e isso reflecte-se nas famílias e nos alunos do ensino superior. Temos um plafond mais baixo mas que vai acautelando algumas situações imediatas”. Segundo aquele responsável, a associação académica angaria fundos em alguns eventos para situações mais delicadas, dando como exemplo, no último ano, um aluno deficiente que necessitava de apoios financeiros.
A UBI tem a maior percentagem de alunos bolseiros em Portugal (37% dos 5.800 estudantes) e também a maior percentagem de alunos deslocados (cerca de 80%).
http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pagina.php?cod=1923
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Nova conferência agendada pelo MJC
O Movimento de Jovens da Covilhã continua em grande actividade.
Foi confirmada para o dia 24 de Abril uma conferência com o professor e investigador Antonio Rodrigues Assunsão e o escritor Manuel da Silva Ramos na Escola Quinta das Palmeiras sobordinada ao tema: "O Movimento Operario e a oposição à ditadura"
Notas sobre as obras dos oradores:
Antonio Rodrigues Assunção
Os teares da ira que ditaram negociações salariais à bomba
BATIA a meia-noite, foragido momento na cidade em recolhimento. No esparso silêncio destes dias, desdenhado, alvitrado, ameaçado, avisado, desenhavam-se novos contornos de turbulência. No abrigo do breu, a mão soltou o clarão. A primeira bomba rebenta à porta do industrial Francisco Nave Catalão. A madeira estilhaçou-se. Foi só o susto. Quebrou-se o silêncio. Parte da Covilhã acordava, agora, em surdina, nesta madrugada de 4 de Maio de 1923. No rasto da escuridão, o sobressalto voltou a tomar a cidade operária em voo picado. Quinze minutos depois, sem espaço para recobro, o negro recolhido no efémero da noite volta a ser violado pela faísca da explosão. Nova bomba rebenta junto da residência de outro industrial dos lanfícios: Francisco Ranito, que vivia na rua Conde do Refúgio. Novamente, e felizmente, sem vítimas a registar. Mas a assinatura estava a ser colocada num dos períodos mais violentos da história na cidade do Covilhã. Viviam-se dias agitados. Vivia-se a Greve das Oito Semanas.
O sindicato dos lanifícios local, controlado por anarco-sindicalistas, e afecto à Confederação Geral de Trabalhadores (CGT), decretou greve geral a 14 de Abril. As exigências eram as esperadas: aumento dos salários, tidos como demasiado baixos para fazer face à carestia de vida deste país ainda a lamber as feridas do pós-I Guerra Mundial, na indolência de uma inflação galopante. Os industriais não puderam sustentar as reivindicações, a greve prolongou-se e o tom agudizou-se, assumindo repercussões nacionais. Até porque a elite dirigente do sindicato não era conhecida pela sua brandura. Os anarco-sindicalistas, ao contrário dos socialistas que controlaram o sindicato até 1918, não primavam pela moderação.
António Rodrigues Assunção, o autor do segundo livro da trilogia sobre o movimento operário da Covilhã, que irá ser apresentado em Dezembro, levantou ao JF o véu sobre o período tratado nesta segunda obra, que engloba de 1907 a 1926.
-----------------------------------------------------------------------------
Manuel da Silva Ramos
Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com "Os Três Seios de Novélia". Publica três livros em parceria com Alface: "Os Lusíadas" (1977), "As Noites Brancas do Papa Negro" (1982) e "Beijinhos" (1996). Volta definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura. Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso". Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.
A Conferência será dinamizada pelo Grupo de Acção escolar - PLUR que faz parte do movimento de jovens da Covilhã
Foi confirmada para o dia 24 de Abril uma conferência com o professor e investigador Antonio Rodrigues Assunsão e o escritor Manuel da Silva Ramos na Escola Quinta das Palmeiras sobordinada ao tema: "O Movimento Operario e a oposição à ditadura"
Notas sobre as obras dos oradores:
Antonio Rodrigues Assunção
Os teares da ira que ditaram negociações salariais à bomba
BATIA a meia-noite, foragido momento na cidade em recolhimento. No esparso silêncio destes dias, desdenhado, alvitrado, ameaçado, avisado, desenhavam-se novos contornos de turbulência. No abrigo do breu, a mão soltou o clarão. A primeira bomba rebenta à porta do industrial Francisco Nave Catalão. A madeira estilhaçou-se. Foi só o susto. Quebrou-se o silêncio. Parte da Covilhã acordava, agora, em surdina, nesta madrugada de 4 de Maio de 1923. No rasto da escuridão, o sobressalto voltou a tomar a cidade operária em voo picado. Quinze minutos depois, sem espaço para recobro, o negro recolhido no efémero da noite volta a ser violado pela faísca da explosão. Nova bomba rebenta junto da residência de outro industrial dos lanfícios: Francisco Ranito, que vivia na rua Conde do Refúgio. Novamente, e felizmente, sem vítimas a registar. Mas a assinatura estava a ser colocada num dos períodos mais violentos da história na cidade do Covilhã. Viviam-se dias agitados. Vivia-se a Greve das Oito Semanas.
O sindicato dos lanifícios local, controlado por anarco-sindicalistas, e afecto à Confederação Geral de Trabalhadores (CGT), decretou greve geral a 14 de Abril. As exigências eram as esperadas: aumento dos salários, tidos como demasiado baixos para fazer face à carestia de vida deste país ainda a lamber as feridas do pós-I Guerra Mundial, na indolência de uma inflação galopante. Os industriais não puderam sustentar as reivindicações, a greve prolongou-se e o tom agudizou-se, assumindo repercussões nacionais. Até porque a elite dirigente do sindicato não era conhecida pela sua brandura. Os anarco-sindicalistas, ao contrário dos socialistas que controlaram o sindicato até 1918, não primavam pela moderação.
António Rodrigues Assunção, o autor do segundo livro da trilogia sobre o movimento operário da Covilhã, que irá ser apresentado em Dezembro, levantou ao JF o véu sobre o período tratado nesta segunda obra, que engloba de 1907 a 1926.
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Manuel da Silva Ramos
Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com "Os Três Seios de Novélia". Publica três livros em parceria com Alface: "Os Lusíadas" (1977), "As Noites Brancas do Papa Negro" (1982) e "Beijinhos" (1996). Volta definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura. Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso". Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.
A Conferência será dinamizada pelo Grupo de Acção escolar - PLUR que faz parte do movimento de jovens da Covilhã
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Debates e Conferências
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Opinião: "qual é a tua opinião aluno?"
Qual a tua opinião aluno?
Os alunos esses bonequinhos amestrados pelo ministério da educação e pelos órgãos de gestão das escolas são completamente desrespeitados em termos de intervenção politica e critica directa nessas mesmas escolas. A escola enquanto meio de cidadania, de intervenção, de escolha, de crítica, de pensamento e sobretudo de aprendizagem é visto pelos alunos acima de tudo como um fardo que temos de enfrentar por imposição moral dos nossos pais e do sistema (passa-se o mesmo com a catequese, mas sobre isso escreverei numa próxima oportunidade) …
Aquilo que Abril me ensinou foi diferente… Muito diferente.
Os valores de esquerda que respeito, porque luto e com os quais quero guiar a minha vida ensinara-me que não nos podemos conformar perante esta injustiça social que nos impingem dia a dia e que passa por baixo do nosso nariz diariamente – Estuda e Cala! É esta imposição de consciências que desrespeita o espírito crítico dos alunos que formatou e “standartizou ” o sistema educativo em Portugal ao longo dos anos. Os sucessivos governos, a única coisa fizeram foi discutir os problemas educativos com professores, com sindicatos e funcionários … ao mesmo tempo os concelhos educativos o que fazem é precisamente a mesma coisa discutir os problemas, objectivos e a gestão escolar com professores, sindicatos e com funcionários mas afinal de contas onde ficam os alunos nesta historia toda? É esta imposição de medidas e a não discussão de certos problemas com os alunos que faz com que os alunos se desmarquem das políticas educativas (essências a uma formação consciente) e que faz com estes face à política assumam uma atitude de completo de desprezo.
E até posso colocar alguns exemplos concretos: Desde os exames nacionais às aulas de substituição… Desde as turmas sobrelotadas à não adaptabilidade dos professores aos alunos com necessidades especiais… Desde o novo estatuto do aluno ao ensino obrigatório… Desde o novo modelo de gestão da escola aos manuais inadaptados á matéria curricular … Tudo isso são coisas que afectam directamente os alunos e que na minha opinião mereciam também que os alunos tivessem alguma voz… O que acontece é que o sistema educativo só se preocupa com uma parte da comunidade escolar. Os alunos representados democraticamente pelas AE´s tem o direito a uma opinião, é o mínimo que se pode fazer em nome da Democracia na escola. A educação é uma necessidade, mas é também um direito, um direito de Abril…
O que eu peço é sensato (fizemo-lo, no meu partido, em relação à educação sexual e os resultados estão à vista de todos)... e não poderia definir melhor a minha opinião se não parafraseando uma frase de uma perspicácia enorme de um grande camarada meu: “Democratização da política é nos dizermos às pessoas que têm que ter uma opinião sobre aquilo que as afecta, é nos termos uma palavra a dizer (...) é por isso que nós falamos na educação para a cidadania, educar os jovens para a democracia, para quando eles forem grandes participarem… Não! a educação tem que ser feita na cidadania, não é educação para a democracia mas educação na cidadania. As escolas têm que ser já em si um espaço de cidadania, de participação”
João Mineiro
Os alunos esses bonequinhos amestrados pelo ministério da educação e pelos órgãos de gestão das escolas são completamente desrespeitados em termos de intervenção politica e critica directa nessas mesmas escolas. A escola enquanto meio de cidadania, de intervenção, de escolha, de crítica, de pensamento e sobretudo de aprendizagem é visto pelos alunos acima de tudo como um fardo que temos de enfrentar por imposição moral dos nossos pais e do sistema (passa-se o mesmo com a catequese, mas sobre isso escreverei numa próxima oportunidade) …
Aquilo que Abril me ensinou foi diferente… Muito diferente.
Os valores de esquerda que respeito, porque luto e com os quais quero guiar a minha vida ensinara-me que não nos podemos conformar perante esta injustiça social que nos impingem dia a dia e que passa por baixo do nosso nariz diariamente – Estuda e Cala! É esta imposição de consciências que desrespeita o espírito crítico dos alunos que formatou e “standartizou ” o sistema educativo em Portugal ao longo dos anos. Os sucessivos governos, a única coisa fizeram foi discutir os problemas educativos com professores, com sindicatos e funcionários … ao mesmo tempo os concelhos educativos o que fazem é precisamente a mesma coisa discutir os problemas, objectivos e a gestão escolar com professores, sindicatos e com funcionários mas afinal de contas onde ficam os alunos nesta historia toda? É esta imposição de medidas e a não discussão de certos problemas com os alunos que faz com que os alunos se desmarquem das políticas educativas (essências a uma formação consciente) e que faz com estes face à política assumam uma atitude de completo de desprezo.
E até posso colocar alguns exemplos concretos: Desde os exames nacionais às aulas de substituição… Desde as turmas sobrelotadas à não adaptabilidade dos professores aos alunos com necessidades especiais… Desde o novo estatuto do aluno ao ensino obrigatório… Desde o novo modelo de gestão da escola aos manuais inadaptados á matéria curricular … Tudo isso são coisas que afectam directamente os alunos e que na minha opinião mereciam também que os alunos tivessem alguma voz… O que acontece é que o sistema educativo só se preocupa com uma parte da comunidade escolar. Os alunos representados democraticamente pelas AE´s tem o direito a uma opinião, é o mínimo que se pode fazer em nome da Democracia na escola. A educação é uma necessidade, mas é também um direito, um direito de Abril…
O que eu peço é sensato (fizemo-lo, no meu partido, em relação à educação sexual e os resultados estão à vista de todos)... e não poderia definir melhor a minha opinião se não parafraseando uma frase de uma perspicácia enorme de um grande camarada meu: “Democratização da política é nos dizermos às pessoas que têm que ter uma opinião sobre aquilo que as afecta, é nos termos uma palavra a dizer (...) é por isso que nós falamos na educação para a cidadania, educar os jovens para a democracia, para quando eles forem grandes participarem… Não! a educação tem que ser feita na cidadania, não é educação para a democracia mas educação na cidadania. As escolas têm que ser já em si um espaço de cidadania, de participação”
João Mineiro
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
"Mario Sergio Cortella - não nascemos prontos!"
Esta foi uma palestra do filósofo Mario Sergio Cortella, sob o tema “não nascemos prontos”. Palestra incluída num seminário de educação e cidadania realizado no Brasil.
Esta é uma palestra que se por um lado questiona o prático, o fácil e o automático por outro lado remete-nos a uma seria discussão sobre as nossas praticas quotidianas, as nossas relações com a sociedade, os hábitos que fomos ganhando pela força e influência social.
É uma palestra absolutamente fantástica, onde o senso do humor do orador nos consegue cativar os ouvintes a pensar e questionar questões que provavelmente nunca nos imaginaríamos a debater.
É algo de uma perspicácia atroz, de uma simplicidade fantástica e de uma familiaridade cativante.
Vejam que vale mesmo a pena.
Esta é uma palestra que se por um lado questiona o prático, o fácil e o automático por outro lado remete-nos a uma seria discussão sobre as nossas praticas quotidianas, as nossas relações com a sociedade, os hábitos que fomos ganhando pela força e influência social.
É uma palestra absolutamente fantástica, onde o senso do humor do orador nos consegue cativar os ouvintes a pensar e questionar questões que provavelmente nunca nos imaginaríamos a debater.
É algo de uma perspicácia atroz, de uma simplicidade fantástica e de uma familiaridade cativante.
Vejam que vale mesmo a pena.
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