O Movimento de Jovens da Covilhã continua em grande actividade.
Foi confirmada para o dia 24 de Abril uma conferência com o professor e investigador Antonio Rodrigues Assunsão e o escritor Manuel da Silva Ramos na Escola Quinta das Palmeiras sobordinada ao tema: "O Movimento Operario e a oposição à ditadura"
Notas sobre as obras dos oradores:
Antonio Rodrigues Assunção
Os teares da ira que ditaram negociações salariais à bomba
BATIA a meia-noite, foragido momento na cidade em recolhimento. No esparso silêncio destes dias, desdenhado, alvitrado, ameaçado, avisado, desenhavam-se novos contornos de turbulência. No abrigo do breu, a mão soltou o clarão. A primeira bomba rebenta à porta do industrial Francisco Nave Catalão. A madeira estilhaçou-se. Foi só o susto. Quebrou-se o silêncio. Parte da Covilhã acordava, agora, em surdina, nesta madrugada de 4 de Maio de 1923. No rasto da escuridão, o sobressalto voltou a tomar a cidade operária em voo picado. Quinze minutos depois, sem espaço para recobro, o negro recolhido no efémero da noite volta a ser violado pela faísca da explosão. Nova bomba rebenta junto da residência de outro industrial dos lanfícios: Francisco Ranito, que vivia na rua Conde do Refúgio. Novamente, e felizmente, sem vítimas a registar. Mas a assinatura estava a ser colocada num dos períodos mais violentos da história na cidade do Covilhã. Viviam-se dias agitados. Vivia-se a Greve das Oito Semanas.
O sindicato dos lanifícios local, controlado por anarco-sindicalistas, e afecto à Confederação Geral de Trabalhadores (CGT), decretou greve geral a 14 de Abril. As exigências eram as esperadas: aumento dos salários, tidos como demasiado baixos para fazer face à carestia de vida deste país ainda a lamber as feridas do pós-I Guerra Mundial, na indolência de uma inflação galopante. Os industriais não puderam sustentar as reivindicações, a greve prolongou-se e o tom agudizou-se, assumindo repercussões nacionais. Até porque a elite dirigente do sindicato não era conhecida pela sua brandura. Os anarco-sindicalistas, ao contrário dos socialistas que controlaram o sindicato até 1918, não primavam pela moderação.
António Rodrigues Assunção, o autor do segundo livro da trilogia sobre o movimento operário da Covilhã, que irá ser apresentado em Dezembro, levantou ao JF o véu sobre o período tratado nesta segunda obra, que engloba de 1907 a 1926.
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Manuel da Silva Ramos
Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett de 1968, instituído pela Editorial Inova e Portugália Editora, com "Os Três Seios de Novélia". Publica três livros em parceria com Alface: "Os Lusíadas" (1977), "As Noites Brancas do Papa Negro" (1982) e "Beijinhos" (1996). Volta definitivamente a Portugal em 1997 depois de ter ganho uma Bolsa de Criação Literária atribuída pelo Ministério da Cultura. Em 1999 publica "Portugal, e o Futuro?", "O Tanatoperador", "Adeusamália" e "Coisas do Vinho", com ilustrações de Zé Dalmeida. Em 2000, depois de uma viagem de investigação a Moçambique, publica o seu romance mais ambicioso "Viagem com Branco no Bolso". Em 2001, depois de ter ganho uma outra Bolsa de Criação Literária, instala-se durante três meses em Praga, na República Checa, onde escreve "Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka", publicado em 2002. Em 2003, realiza uma factoficção sobre a sua cidade natal e o mundo dos têxteis: "Café Montalto". "Ambulância" (2006), editado na Dom Quixote, é o seu mais recente romance. Tem numerosos inéditos e a sua ficção, como disse um dia Ernesto Sampaio, é uma brisa fresca na literatura portuguesa.
A Conferência será dinamizada pelo Grupo de Acção escolar - PLUR que faz parte do movimento de jovens da Covilhã
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Membros do Movimentos de Jovens da Covilhã promovem debate sobre defice energetico e equilibrio ambiental na Quinta das Palmeiras
No dia sete de Janeiro, no âmbito da disciplina de Geografia A, decorreu no auditório da escola um debate, em contexto de aula, subordinado ao tema: Portugal, a dependência energética e o equilíbrio ambiental. Que (energias) alternativas?.
Este debate, destinado aos alunos do Ensino Secundário, do curso de Línguas e Humanidades (10º e 11º E), contou com a participação do Sr. Eng. Manuel Dionísio, Professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e do Dr. Vaz de Almeida, em representação da EDP Distribuição, e do Dr. José Amoreira, em representação da Associação de Amigos da Serra da Estrela.
Este debate, que teve ainda a importante colaboração do recentemente criado grupo de intervenção escolar PLUR, sendo os membros do grupo pertecentes ao movimento de jovens da covilhã, na pessoa dos alunos João Mineiro e Hugo Matos, do 11º E, propiciou uma abordagem enriquecedora a uma temática importante no âmbito do programa da disciplina, frequentemente abordada nos exames nacionais.
Este debate, destinado aos alunos do Ensino Secundário, do curso de Línguas e Humanidades (10º e 11º E), contou com a participação do Sr. Eng. Manuel Dionísio, Professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e do Dr. Vaz de Almeida, em representação da EDP Distribuição, e do Dr. José Amoreira, em representação da Associação de Amigos da Serra da Estrela.
Este debate, que teve ainda a importante colaboração do recentemente criado grupo de intervenção escolar PLUR, sendo os membros do grupo pertecentes ao movimento de jovens da covilhã, na pessoa dos alunos João Mineiro e Hugo Matos, do 11º E, propiciou uma abordagem enriquecedora a uma temática importante no âmbito do programa da disciplina, frequentemente abordada nos exames nacionais.
Adaptato de: http://www.quintadaspalmeiras.pt/
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