O número de alunos com dificuldades financeiras na universidade da Beira Interior tem vindo a aumentar. Em 2006 foram apoiados 14, há dois anos dezassete e no presente ano lectivo são vinte, metade são portugueses os restantes são oriundos dos países lusófonos.
A entrega de géneros alimentares é uma, entre outras formas, de ajuda.O reitor da UBI afirma que vários professores quotizam-se para pagar as propinas a alunos e outros são fiadores de empréstimos que estudantes efectuam junto da banca para poderem estudar. Manuel Santos Silva, em declarações à agência Lusa, dá o seu próprio exemplo “ sou fiador de alguns alunos da universidade e existem professores nos diferentes departamentos que se quotizam para ajudar a resolver os problemas de alguns estudantes”.
De acordo com o reitor da universidade da Beira Interior, outra das formas de minimizar a situação de alguns alunos mais carenciados passa por atribuir-lhes trabalho a tempo parcial nos bares ou cantinas, uma ou duas horas, recebendo a compensação financeira respectiva.No caso de desemprego súbito de um dos familiares, responsável pelo rendimento, a UBI analisa o processo para ter candidatura à bolsa.
Os alunos mais necessitados da UBI contam ainda com a ajuda mensal do banco Alimentar contra a Fome da Cova da Beira e existem casos em que o apoio é monetário, refere Luciano Costa. Para o capelão da UBI “ a acção social universitária é belíssima só que na prática as dificuldades são diferentes. Não acho normal a situação, mas se calhar faz parte dos meandros da sociedade em que vivemos. Tem que haver o princípio da subsidiariedade”.
Para João Rey, presidente da associação académica da UBI, a crise económica, que também se sente em Portugal, é a principal razão para a existência destas situações “ o país não está saudável economicamente e isso reflecte-se nas famílias e nos alunos do ensino superior. Temos um plafond mais baixo mas que vai acautelando algumas situações imediatas”. Segundo aquele responsável, a associação académica angaria fundos em alguns eventos para situações mais delicadas, dando como exemplo, no último ano, um aluno deficiente que necessitava de apoios financeiros.
A UBI tem a maior percentagem de alunos bolseiros em Portugal (37% dos 5.800 estudantes) e também a maior percentagem de alunos deslocados (cerca de 80%).
http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pagina.php?cod=1923
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sábado, 21 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
19 de Novembro - Manifestação de Estudantes na Covilhã
Cerca de 300 alunos de escolas da Covilhã estão esta manhã em protesto pelas ruas da cidade contra as políticas de educação, segundo números da organização.A manifestação pacífica, seguida pela Polícia de Segurança Pública (PSP), começou pelas 08:00 com uma concentração junto à Escola Secundária Quinta das Palmeiras, passando depois junto às secundárias Frei Heitor Pinto e Campos Melo até ao centro da cidade. "Nós não fechámos escolas neste protesto", sublinhou João Mineiro, aluno e membro da organização. "Temos todos um valor que se chama liberdade. Temos direito à nossa liberdade, por isso, não fechámos nada.Quem quer vai às aulas, quem quer vem à manifestação", sublinhou. O protesto saiu para a rua apesar de a ministra da Educação ter assinado no domingo um despacho que desobriga os alunos com faltas justificadas à realização de um exame suplementar, "mas os problemas das escolas não se resumem ao regime de faltas". "A ministra fez esse despacho no domingo, para evitar as manifestações de segunda-feira. Era bom que o problema da escola pública fosse só o regime de faltas", acrescentou. Entre as outras razões de queixa estão a falta de aulas de educação sexual nas escolas, "num país com elevada taxa de gravidez na adolescência", "sobrelotação de turmas, falta de condições materiais e humanas, com degradação das escolas e o facto de os alunos não serem ouvidos", lamentou. "Os alunos não são ouvidos sobre aulas de substituição, sobre exames nacionais ou o sobre o próprio estatuto do aluno", concluiu.
"As turmas estão sobrelotadas. A meio do segundo período os professores estão cansados e é isso que nos transmitem. Como é que querem que sejamos os homems e mulheres de amanhã com o ensino assim", questiona Daniel Saraiva, outra aluna.
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